sexta-feira, 19 de janeiro de 2018



Não há muito tempo, foi pedido a cientistas de várias disciplinas que descrevessem a ideia que eles desejariam ver mais compreendida, em sentido global. Esqueci todos os outros, tal o impacto reorganizador do enunciado de Martin Rees, astrónomo da Coroa e professor de Cosmologia e Astrofísica em Cambridge:
"Gostaria de alargar a consciência das pessoas quanto ao tremendo período de tempo que temos pela frente -- para o nosso planeta e para a própria vida. A maior parte das pessoas instruídas tem consciência de que somos o resultado de quase quatro biliões de anos da selecção de Darwin, mas muitos têm tendência a pensar que somos de algum modo o culminar da evolução. O nosso Sol, porém, ainda não chegou a metade do seu período de vida. Não serão os humanos que verão a morte do Sol, daqui a seis biliões de anos. As criaturas que existirão nessa altura serão tão diferentes de nós como nós somos das bactérias ou das amibas."

Julian Barnes, Nada a Temer

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